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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Número de academias no Brasil cresce 29% em quatro anos




Curiosamente, Minas Gerais tem muito mais academias do que o Rio de Janeiro, que é reconhecidamente um estado com pessoas ligadas à aparência  (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Curiosamente, Minas Gerais tem muito mais academias do que o Rio de Janeiro, que é reconhecidamente um estado com pessoas ligadas à aparência
O boom das academias de ginástica no Brasil, nos últimos anos, tem feito com que o país caminhe para assumir a liderança mundial nos negócios voltados para a prática de atividade física. Atualmente, o país só tem menos empresas nesse segmento que os Estados Unidos e, enquanto a quantidade de empreendimentos americanos é praticamente estável há três anos (cresceu apenas 0,7% de 2009 a 2012), o número no Brasil cresceu nada menos que 29% no mesmo período.

Além disso, o Brasil tem uma proporção per capita de academias de ginástica superior à americana. Nos Estados Unidos existe um estabelecimento para cada 10,5 mil americanos, aqui essa proporção é de uma academia para cada 9,1 mil pessoas. Em números absolutos, os EUA contam atualmente com 29.960 empreendimentos, contra os 21.760 negócios brasileiros.

Por trás desse fenômeno está a preocupação com um corpo saudável e atlético, que alimenta um mercado bilionário. Um diagnóstico sobre o setor feito pelo Sebrae revela que as 21.760 academias brasileiras tem 2,8 milhões de alunos matriculados. O segmento gera aproximadamente 317 mil empregos formais para profissionais de educação física e movimenta cerca de R$ 2,45 bilhões por ano. O crescimento de 29% em três anos representou a criação de 4.948 novos negócios no período.

"Esse desempenho indica que o setor não está tão vulnerável às oscilações da macroeconomia, graças a vários fatores, como a popularização da prática de esportes, a cultura brasileira que valoriza a boa aparência e forma física, o aumento da expectativa de vida da população e a nova composição de classes sócio-econômicas no país", explica Luiz Barretto, presidente nacional do Sebrae.

Apesar desse crescimento, o Brasil ainda ocupa a 10ª posição mundial no que diz respeito à receita das academias, o que aponta para um baixo nível de maturidade na gestão dos empreendimentos. "As micro e pequenas empresas precisam ter foco em produtividade para minimizar custos, aumentar a lucratividade e o nível de competitividade. Além disso, elas devem estar atentas às novas tendências, às inovações do mercado e ao ambiente legal dos negócios para aproveitarem o potencial de crescimento desse setor nos próximos anos", ressalta Barretto.

Um total de 68% (14.805) das empresas desse setor no país estão concentradas em seis estados, sendo três da região Sudeste (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), dois da região Sul (Rio Grande do Sul e Paraná) e um da região Nordeste (Bahia). São Paulo é o campeão nacional em número de academias com 6.349 empreendimentos e, na região Sudeste, chama a atenção o fato de Minas Gerais ter um número de empresas maior que o Rio de Janeiro – 2.294 contra 1.969 respectivamente.

(com Agência Sebrae)


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