Curso online de Musculação do Iniciante ao Avançado

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

10:59:00

Treinamento funcional: benefícios, métodos e adaptações




Introdução

    Recentemente, o treinamento funcional vem conquistando seu espaço dentro de academias e de forma personalizada devido a sua forma de aplicação e por auxiliar as pessoas nas suas funções cotidianas. No entanto, esta metodologia de treino não é recente, pois, de acordo com Dias (2011) o treinamento funcional originou-se com os profissionais da área de fisioterapia, já que estes foram os pioneiros no uso de exercícios que simulavam o que os pacientes faziam no seu dia-a-dia no decorrer da terapia, permitindo, assim, um breve retorno à sua vida normal e as suas funções habituais após uma lesão ou cirurgia. Dessa forma, foi fundamentado no sucesso obtido na sua aplicação na reabilitação que o programa de treinamento funcional passou a ser empregado em programas de condicionamento físico, desempenho atlético, bem como para minimizar possíveis lesões (PRANDI, 2011).

    Sabe-se que o treinamento funcional está amparado na proposta de melhoria de aspectos neurológicos que conduzem a capacidade funcional do corpo humano, empregando exercícios que estimulem os diferentes componentes do sistema nervoso, gerando, dessa forma, sua adaptação (SILVA, 2011; CAMPOS e CORAUCCI NETO, 2004).

    De acordo com Clark (2001 apud DIAS, 2011), os movimentos funcionais referem-se a movimentos associados, multiplanares e que abrangem redução, estabilização e produção de força; ou seja, os exercícios funcionais referem-se a movimentos que empregam mais de uma fração corporal simultaneamente, podendo ser realizado em diversos planos e envolvendo diversas ações musculares (excêntrica, concêntrica e isométrica). Em outras palavras, o treinamento funcional trabalha movimentos, e não músculos isoladamente, envolvendo, dessa forma, todas as capacidades físicas – equilíbrio, força, velocidade, coordenação, flexibilidade e resistência - de forma integrada por meio de movimentos multiarticulares e multiplanares e no envolvimento do sistema proprioceptivo, este último, de acordo com Ribeiro (2006 apud SILVA, 2011) relacionado com a sensação de movimento (sinestesia) e posição articular, sendo que, dentre as principais funções deste sistema, estão a manutenção do equilíbrio, a orientação do corpo e a prevenção de lesões.

    Desta forma, percebe-se que o treinamento funcional envolve movimentos específicos para o desenvolvimento das atividades da vida diária do indivíduo. Sendo assim, esta metodologia de treino possibilita a todos os públicos o bom condicionamento das capacidades físicas, tornando-se possível, assim, atingir a excelência no desempenho.

Objetivos do treinamento funcional

    Como já foi dito anteriormente, o treinamento funcional explora não somente os músculos, mas também os movimentos, este último, com maior enfoque, para que a produção de movimento pelo indivíduo seja de forma eficiente.

    O principal objetivo do treinamento funcional é promover um resgate da aptidão pessoal do indivíduo utilizando-se de um planejamento individualizado e personalizado, independente do seu grau de condição física e das atividades que ele desenvolva, usando exercícios que incluem atividades específicas do indivíduo e que transferem seus ganhos de forma eficaz para o seu cotidiano. Portanto, o trabalho com o treinamento funcional propõe utilizar-se de todas as capacidades físicas do indivíduo e aprimorá-las, sendo que este treinamento ocorre de forma integrada, pois o treinamento funcional vê o corpo humano de forma complexa (SILVA, 2011; D'ELIA; D'ELIA, 2005 apud RIBEIRO, 2006, p. 17).

    Para Dias (2011), o treinamento isolado proporciona resultados em termos de ganho de massa muscular e força, pois admite, em sua forma de treinamento, que ocorra fadiga muscular; contudo a metodologia do treinamento funcional aproxima-se mais dos movimentos reais, ou seja, dos movimentos realizados de forma habitual e que abrangem a conexão entre os movimentos. Deste modo, esse aspecto atende ao princípio da especificidade, um dos mais importantes princípios do treinamento.

    Desta forma, nota-se como característica do treinamento funcional um maior grau de liberdade de execução dos movimentos, já que é admissível realizar movimentos em diversas magnitudes, sobretudo se comparados aos exercícios da musculação tradicional. Segundo a literatura é possível apontar o treinamento funcional como flexível e ilimitado, pois apresenta infinitas adaptações. A realização de movimentos múltiplos planos também é apontada como uma das características deste método de treinamento, já que as atividades funcionais acontecem geralmente em três planos e demandam da aceleração, desaceleração e estabilização dinâmica (DIAS, 2011).

Metodologias do treinamento funcional (TF)

    Dentro do TF podemos verificar as diversas abordagens no que se refere a metodologias. Shimizu (2011) aponta que, atualmente em nosso país, existem três linhas metodológicas que são utilizadas dentro de um TF, que são: TF para a especificidade esportiva; TF baseado no pilates, possuindo como foco o treinamento do CORE e, por ultimo, TF baseado em exercícios integrados para melhoria das capacidades funcionais. Desta forma, cabe ao professor de Educação Física que for prescrever os treinos saber qual das três linhas de trabalho são a mais adequada para as necessidades, funcionalidades e objetivos de seu aluno.

    Neste trabalho abordaremos as metodologias propostas por D'Elia e D'Elia (2005) e Monteiro e Evangelista (2010).

    A seguir, apontamos a metodologia de D'Elia e D'Elia (2005):

  1. Transferência de treinamento: Onde o grau de similaridade e equiparação entre os exercícios utilizados no treinamento físico funcional sejam próximos aos movimentos utilizados no cotidiano, pois, quanto maior for este grau, maior será a permuta dos resultados obtidos para a atividade em questão.

  2. Estabilização: Com o treinamento funcional o atleta recruta mais a musculatura estabilizadora, na qual o individuo aproveita da estabilidade para conservar o exercício em pratica através do equilíbrio.

  3. Desenvolvimento dos padrões de movimentos primários: No treinamento funcional, sete movimentos são considerados como movimentos-chave, sendo também considerados como movimentos necessários para a sobrevivência humana e para a performance esportiva, que são: agachar, avançar, abaixar, puxar, empurrar, girar e levantar.

  4. Desenvolvimento dos fundamentos de movimentos básicos: existem quatro tipos principais de movimentos básicos dentro do TF, que são, habilidades locomotoras (como andar, correr...), habilidades não-locomotoras ou de estabilidade (como virar-se, torcer, balançar...), habilidades de manipulação (como arremessar, chutar, agarrar...), consciência de movimento (que corresponde a percepção e resposta às informações sensoriais necessárias para executar uma tarefa). Estes quatro movimentos básicos podem ser empregados em quaisquer modalidades esportivas e atividades cotidianas.

  5. Desenvolvimento da consciência corporal: O treinamento funcional desenvolve diversos aspectos desta consciência, pois provoca o indivíduo em diferentes posições e tarefas, as quais fazem com que o mesmo se compreenda com mais seriedade.

  6. Desenvolvimento das habilidades biomotoras fundamentais: O desenvolvimento da força, do equilíbrio, da resistência, da coordenação, da velocidade e da flexibilidade é indispensável, sendo que uma habilidade raramente domina um exercício. Sendo assim, na maioria das vezes, o movimento se origina de uma combinação de uma ou mais habilidades. Dessa forma, o treinamento funcional desenvolve as habilidades de acordo com a seriedade de cada uma delas no esporte ou na atividade específica, abrangendo também a fase de treinamento no qual o indivíduo se encontra

  7. Aprimoramento da postura: A postura influencia muito na capacidade e qualidade de movimento e equilíbrio. Sendo assim, o treinamento funcional pratica tanto a postura estática (que corresponde a posição em que o movimento começa e termina) quanto a postura dinâmica (capacidade do corpo de alimentar o eixo de rotação durante todo o movimento).

    Outra metodologia aqui estudada é a apontada por Monteiro e Evangelista (2010), onde, para os autores, uma metodologia de treinamento só pode ser considerada como funcional se o aluno apresentar as seguintes características:

  • Desenvolvimento de capacidades biomotoras ressaltantes - que são: força, resistência, potência, flexibilidade, coordenação, equilíbrio, agilidade e velocidade;

  • Padrão de movimento comparável a reflexos, ou seja, quando o corpo gera um conjunto de ações reflexas para manutenção da postura quando em superfícies estáveis e/ou instáveis;

  • Sustentação do centro de gravidade sobre sua base de suporte como componente postural estático e dinâmico;

  • Compatibilidade com um programa motor generalizado, ou seja, os exercícios considerados como funcionais utilizam movimentos que têm alta transferência para o trabalho ou esporte;

  • Compatibilidade de cadeia aberta/fechada - a seleção do exercício pelo treinador deve ser em função do tipo de cadeia cinética, para que o recrutamento dos músculos e o movimento das articulações sejam específicos em relação a tarefa desempenhada;

  • Isolamento para integração, ou seja, treinar a musculatura para que ela colabore na realização de um movimento funcional.

    Podemos perceber que ambas metodologias apresentadas acima são semelhantes no que se refere a desenvolvimento de capacidades biomotoras importantes nesta metodologia de treinamento, bem como no centro de gravidade do corpo (CORE) e no recrutamento sincronizado dos músculos para o bom desenvolvimento da função desempenhada na vida diária do indivíduo.

Core Training

    De acordo com Prandi (2011), como elemento do treinamento funcional temos o Core Training, que é o treinamento da região central do corpo. Para Alencar e Matias, 2009; Monteiro e Evangelista, 2010; Santos et al 2009 (apud Calvo et al. 2011), o Core se refere ao conjunto de músculos que controlam e oferecem estabilidade aos movimentos da pelve e da coluna lombar, podendo ser identificado como o complexo lombo-pélvico, contendo, aproximadamente, 29 músculos. Logo, entende-se que o Core se refere a um programa de treinamento que visa o fortalecimento da região do corpo onde se localiza o centro de gravidade e o centro de força, e é nessa região que todos os movimentos que realizamos têm início. Dessa forma, para Prandi (2011) Torna-se evidente que o fortalecimento do CORE possui bases teóricas no tratamento e na prevenção de várias condições músculo esqueléticas.

    Quando procuramos no dicionário o significado da palavra CORE, encontramos como significado núcleo (LONGMAN, 2002); logo, podemos entender por CORE como o mesmo que núcleo do corpo. Deste modo, tendo um núcleo fortalecido cria-se a estabilização imprescindível para o treinamento funcional a partir do qual os músculos possam realizar a contração (PRANDI, 2011).

    De acordo com Alencar e Matias, 2009; Monteiro e Evangelista, 2010; Santos et. al 2009 (apud Calvo et al., 2011) o Core Training traz uma proposta individualizada nos programas de treinamento convencionais. A aplicação deste método visa estabilizar os músculos do Core e preparar a postura do indivíduo para se sujeitar as atividades cotidianas e práticas esportivas. Ou seja, um dos alicerces dessa prática reside no treinamento de grupos musculares do complexo lombo-pélvico para determinadas finalidades específicas. Consequentemente, as atividades funcionais propostas pelo método exigem a conservação do alinhamento postural e do equilíbrio dinâmico entre as diferentes estruturas do corpo. Logo, o benefício dessa metodologia de treinamento é a conquista de um sistema integralmente desenvolvido, promovendo seu funcionamento de maneira eficaz.

    A estabilização do CORE ou core stability é abordada na literatura de medicina do esporte como competência de controle motor e produção força muscular da coluna lombar, da musculatura pélvica e do quadril (LEETUN et al., 2004). Sabe-se que o CORE atua como uma unidade funcional unificada, através do qual toda a cadeia cinética opera sinergicamente para produzir força e estabilizar dinamicamente contra uma força atípica. Dessa forma, o controle do centro de força promove o alinhamento e o equilíbrio postural dinâmico no decorrer das atividades funcionais com um menor gasto energético. Dessa forma, um CORE eficaz promove a manutenção de relações excelentes de comprimento-tensão dos músculos agonistas e antagonistas do movimento, os quais permitem a manutenção de relações excelentes de forças vinculadas no complexo lombo-pélvico. Isso determina uma boa cinética articular durante movimentos funcionais e eficácia neuromuscular em toda a cadeia cinética, promovendo o equilíbrio de toda a cadeia muscular na execução de movimentos integrados (MONTEIRO e EVANGELISTA, 2010).

Treinamento de força tradicional e TF: comparativo entre as metodologias

    De acordo com Geraldes (2003 apud FARIAS e RODRIGUES, 2009), o treinamento de força, treinamento contra a resistência, treinamento resistido ou musculação são termos geralmente usados para apresentar a diversidade de meios e métodos de treinamento de força, resistência ou potência muscular e eventos de fisiculturismo ou levantamentos de peso. O treinamento de força não somente abrange o levantamento de pesos, como também, o uso de resistências em máquinas ou elásticos.

    Para Porter et al. (1995 apud TAGLIARI, 2006) o Treinamento Resistido compreende a uma submissão do sistema neuromuscular a aplicação de uma sobrecarga progressiva utilizando das contrações musculares próximas a máxima contra uma alta resistência. Possui como finalidade aumentar a habilidade em realizar contrações máximas ou aumentar a área de secção transversa da fibra muscular.

    Ainda, de acordo com Fleck e Kraemer (1999 apud TAGLIARI, 2006), o treinamento resistido pode ser definido como treinamento de resistência invariável ou isotônico, onde a resistência é mantida de forma constante no decorrer da execução da ação muscular excêntrica e concêntrica. De forma geral, o treinamento resistido é aplicado seguindo um dado numero de series e repetições, em um percentual de intensidade que pode ser denominado a partir do teste de 1RM com distintos tempos de pausa, direcionando o treinamento para o desenvolvimento das diversas modalidades de força. Além disso, o treinamento resistido pode ser aplicado em forma de circuito ou como treinamento concorrente.

    Godoy (1994 apud RIBEIRO, 2006) aborda o treinamento resistido como sendo a atividade física executada de forma predominante por meio de exercícios analíticos, utilizando resistências progressivas providas por recursos materiais, tais como: halteres, barras, anilhas, aglomerados, módulos, extensores, peças lastradas, o próprio corpo e/ou segmentos, entre outros.

    Segundo Aaberg (2002), o treinamento resistido tem se tornado um dos treinos mais populares em nosso cotidiano. No entanto, antigamente somente alguns atletas utilizavam este tipo de metodologia por haverem crenças de que o aumento da massa muscular poderia influenciar na perda da flexibilidade. Mas, com o crescente avanço em pesquisas na área, atletas e treinadores foram percebendo os benefícios que algumas metodologias de treinamento poderiam trazer a seus atletas. Porém, de acordo com o autor, não é possível afirmar que o treinamento resistido vá de fato aumentar o desempenho atlético do atleta por acreditar na individualidade biológica de cada um (AABERG, 2002).

    Ainda, de acordo com Aaberg (2002), alguns dos principais benefícios do treinamento resistido são:

  1. Aumento da performance em esportes que exijam do aluno/atleta mais força, potencia, controle e resistência física;

  2. Significativa redução do percentual de gordura corporal;

  3. Auxilia o corpo no combate a ação da gravidade e impede adaptações posturais e funcionais provocadas pela atração constante da Terra a qual estamos expostos diariamente;

  4. Desenvolve importante papel no controle a doenças crônicas como Diabetes, Artrite, entre outras.

    No entanto, a estabilidade das superfícies usualmente utilizadas na execução de exercícios no treinamento tradicional (musculação) pode provocar a diminuição da produção de força e potência durante a execução de séries em superfícies estáveis (McBRIDE et al., 2006 apud MONTEIRO e EVANGELISTA, 2010). Dessa forma, Monteiro e Evangelista (2010) formularam uma tabela comparando os benefícios do treinamento em superfícies estáveis e instáveis.

Tabela 1. Comparação de benefícios do treinamento funcional em superfícies instáveis x superfícies estáveis (MONTEIRO e EVANGELISTA, 2010)

Variável

Estáveis

Instáveis

Força e estabilidade do "Core"

Ativação de agonistas

Co-ativação de antagonistas

Produção de força

Produção de potência

Melhora na propriocepção

Reabilitação de dores lombares

Performance esportiva

???

Fonte: Monteiro e Evangelista (2010)

    Atualmente, a instabilidade tem sido vista como uma grande ferramenta das novas metodologias para promover aumento do recrutamento da musculatura. Dessa forma, os treinos passaram a utilizar cada vez mais suportes instáveis, tais como: bolas, bosu (meia bola com uma superfície reta de um dos lados), plataformas de instabilidade, discbol, entre outros.

    De acordo com Osti (baseado na entrevista do professor Julio Serrão, laboratório de biomecânica da Universidade de São Paulo, 2011), com esta metodologia de treinamento, percebe-se melhora na força do core, conjunto de músculos do centro do corpo, o tórax, como os músculos do abdome e sustentadores da coluna vertebral; porém, segundo o professor, o que provoca um maior ganho muscular é a combinação de estímulos diferentes, onde entra o treinamento funcional.

    A principal vantagem dos treinamentos fundamentados na instabilidade é o ganho de propriocepção, que ocorre mesmo em atletas. Entende-se por propriocepção como a capacidade de percepção do próprio corpo e correção automática de movimentos indesejados. Sendo assim, o treinamento desta aptidão é essencial para todos em seu cotidiano, mais ainda, torna-se primordial para atletas, que para conseguirem obter bons resultados, precisam de treinos com desequilíbrios maiores (OSTI, 2011). Seguindo esta linha de raciocínio, Sparkes (2009 apud PORTELA, 2010), expõe que o treinamento em superfícies instáveis para atletas assume caráter de extrema importância por levar em conta que esta metodologia promove melhorias na performance atlética quando os exercícios imitam precisamente os movimentos desportivos, atendendo, dessa forma, ao princípio da especificidade do treino.

    As musculaturas do abdome e das costas possuem como função a estabilização do corpo. Dessa forma, ela é mais sensível ao treinamento com instabilidade como o treino funcional. Então, ao se incluir elementos de instabilidade, é possível aumentar o recrutamento dessas musculaturas estabilizadoras. Desta forma, os exercícios abdominais feitos sobre uma bola suíça, por exemplo, despontam resultados melhores que os mesmos exercícios realizados numa estrutura lisa, pois a musculatura abdominal é estabilizadora e, ao trabalhar em uma superfície de desequilíbrio, necessita recrutar mais fibras para realizar o mesmo movimento. Já a musculação feita com os aparelhos tradicionais restringe a instabilidade para tolerar uma maior carga de trabalho, fortalecendo a musculatura, mas não provoca benefícios na musculatura estabilizadora e na propriocepção (OSTI, 2011). No entanto, o autor concorda que a musculação seja uma metodologia ideal para trabalhos com iniciantes que necessitam aprender os movimentos e fortalecer a musculatura.

    Para finalizar, no que se refere ao treino com pesos livres, como anilhas e halteres, Osti (2011) sugere que este tipo de treinamento permite uma maior instabilidade, com um trabalho considerável de costas e abdome para estabilizar certos movimentos, o que muitas vezes não permite pesos tão altos quanto o dos aparelhos. Já os treinos funcionais pregam maior instabilidade, privilegiando a musculatura estabilizadora.

Considerações finais

    Diante das informações expostas acima, podemos concluir que o treinamento funcional e o treinamento resistido possuem benefícios e podem ser exploradas juntas, onde cada metodologia trará ao executor (aluno ou atleta) acréscimos ao seu vocabulário motor, sendo aplicadas em diferentes estágios de evolução do aluno. No entanto, podemos perceber que a metodologia funcional vem, dia-a-dia, conquistando mais adeptos devido aos desafios propostos tanto para o aluno quando para o profissional de Educação Física no que se refere a equipamentos e execução de exercícios, proporcionando ao aluno maiores ganhos de propriocepção corporal, fortalecimento do CORE, dentre outros.

    É inegável que a funcionalidade sempre esteve presente em todos os momentos da evolução humana. O homem sempre necessitou realizar com eficiência as tarefas do dia-a-dia, garantindo, dessa forma, a sobrevivência em situações muitas vezes adversas. Porém, com a evolução tecnológica, a facilidade e o conforto para a realização de ações que antes eram essencialmente físicas tornaram o homem menos funcional (CAMPOS e CORAUCCI NETO, 2004).

    O treinamento funcional representa uma nova metodologia de condicionamento, norteada pelas leis basais do treinamento e amparada cientificamente por meio de pesquisa e referências bibliográficas em todos os seus pontos principais e, sobretudo, avaliadas extensivamente nas salas de treinamento, onde foi possível definir suas linhas básicas. No entanto, a essência do treinamento funcional está fundamentada no progresso dos aspectos neurológicos que comprometem a capacidade funcional do corpo humano através de treinos estimulantes que desafiam os vários componentes do sistema nervoso e, por isso, geram sua adaptação (CAMPOS e CORAUCCI NETO, 2004; D'ELIA e D'ELIA, 2005).

    Dessa forma, entende-se que o treinamento, seja resistido, seja funcional, gerarão adaptações positivas ao organismo do praticante, desde que estes sejam abordados de forma a atender aos princípios do treinamento, cada um dentro das suas características, possibilitando ao praticante melhor qualidade de vida.

Referências bibliográficas

  • AABERG, Everett. Conceitos e Técnicas para o Treinamento Resistido. 1° edição, São Paulo: Manole, 2002.

  • CAMPOS, Maurício de Arruda; CORAUCCI NETO, Bruno. Treinamento Funcional Resistido. Rio de Janeiro: Revinter, 2004.

  • DIAS, Kalysson Araujo. Treinamento funcional: Um novo conceito de treinamento físico para Idosos. Cooperativa do Fitness.

  • D'ELIA, Rodrigo; D'ELIA, Leandro. Treinamento funcional: 7º treinamento de professores e instrutores. São Paulo: SESC - Serviço Social do Comércio, 2005.

  • FARIAS, Ivan Gabriel da Silva Rodrigues; RODRIGUES, Teresa da Silva. Exercício resistido: Na saúde, na doença e no envelhecimento. Tese (Especialização), Lins, 2009.

  • LEAL, Silvania M. de O.; BORGES, Eliane G. da S.; FONSECA, Marília A.; ALVES JUNIOR, Edmundo D.; CADER, Samaria; DANTAS, Estélio H. M. Efeitos do treinamento funcional na autonomia funcional, equilíbrio e qualidade de vida de idosas. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Vol. 17. Num 3, p. 61-69. 2009.

  • LEETUN, Darin T.; IRELAND, Marry Lloyd; WILSON, John T.; BALLANTYNE, Bryon T.; DAVIS, Irene Mc Clay. Core Stability Measures as Risk Factors for Lower Extremity Injury in Athletes. Medicine & Science in Sports & Exercise, Vol. 36, Num. 6, p. 926-934, 2004.

  • LONGMAN, Dicionário Escolar. Inglês – Português / Português – Inglês. 2° edição. Pearson Longman, 2009.

  • MONTEIRO, Artur Guerrini; EVAGELISTA, Alexandre Lopes. Treinamento Funcional: Uma abordagem prática. São Paulo: Phorte, 2010.

  • OSTI, Leandro. Treinar em cima de superfícies instáveis não melhora a força muscular. Disponível em: http://acidolatico.wordpress.com/2011/09/18/treinar-em-cima-de-superficies-instaveis-nao-melhora-a-forca-muscular/ Acesso em 15/08/2012.

  • PRANDI, Fernanda Rafaela. Treinamento Funcional e CORE TRAINING: Uma Revisão de Literatura. Tese (Graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2011.

  • PORTELA, Tiago Resende. O Efeito de um treino em superfícies instáveis. Tese (Mestrado) – Universidade do Porto, Porto, 2010.

  • RIBEIRO, Ana Paula de Freitas. A eficiência da especificidade do treinamento funcional resistido. Tese (Pós graduação) - UNIFMU, São Paulo, 2006.

  • SILVA, Larissa Xavier Neves. Revisão de literatura acerca do treinamento funcional resistido e seus aspectos motivacionais em alunos de Personal Training. Disponível em:

  • http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/32289/000785233.pdf?sequeseq=1. Acesso em 22/02/2012.

  • TAGLIARI, Mônica. Alterações Morfo-funcionais decorrentes de diferentes Treinamentos com Ginástica Localizada na faixa etária de 20-35 anos. Tese (Pós-Graduação), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.


POR:

Joyce de Jesus Silva Oliveira Teotônio*

Lilian Maria Blumer*

Mônica da Silva Santos*

Telmo Bahia Carvalho**

Helena Brandão Viana**

terça-feira, 12 de novembro de 2019

08:59:00

Crosskids 1.0




"Crosskids- Atividades Infantis"

CURSO COMPLETO:
"Finalmente um método passo a passo 100% online foi criado para atender crianças e adolescentes"

Por Fernando Richard

O Cross Kids é a grande sensação do momento, tanto para os pais que preocupavam-se com o sedentarismo das crianças e as consequências disso relacionadas a saúde dos mesmos, quanto para as crianças que agora podem exercitar-se de maneira supervisionada e divertida.

O que você recebe?



Inicialmente são 2 E-book com o conteúdo elaborado da forma em que, apenas escolhendo a aula do dia e aplicando diretamente sem a necessidade de elaborar sua aula. pode imprimir ou levar no celular ou computador e estará sempre com conteúdo pronto, e mais, ainda recebe outro e-book de prescrição, facilitando ainda mais suas evoluções dentro de suas aulas!

Quais são as vantagens do programa?

CONTEM A COMUNIDADE NA ÁREA DE MEMBROS.

Vantagem 1

Nas aulas, o professor explora:
força, equilíbrio, coordenação, agilidade, velocidade, flexibilidade, proficiência motora grossa e fina, habilidades sociais, sociabilidade e autoestima, enquanto as crianças correm, pulam fazem acrobacias, dançam e se divertem, resgatando também as brincadeiras do passado, que nos dias atuais perderam espaço em virtude da tecnologia tão presente na vida das crianças.

Vantagem 2

A grande maioria das crianças hoje em dia prefere se divertir com jogos eletrônicos e esquecem-se de atividades simples e divertidas para se exercitarem. Trabalhado de forma lúdica, a fim de envolver os alunos, a proposta do Cross Kids é justamente trazer exercícios básicos para o dia a dia das crianças.

Vantagem 3

Você estará ganhando tempo, pois as aulas ja estão prontas com todo conteúdo e  baseiam-se em quatro partes principais: o alongamento inicial, o aquecimento, a atividade direcionada, com circuito ou brincadeiras dinâmicas, e o relaxamento final.

Vantagem 4

   Com o cenário de insegurança nas grandes cidades, muitos pais têm receio de permitir que seus filhos saiam para brincar na rua, como antigamente. Além disso, é cada vez mais raro encontrar um menino ou menina que tenha quintal, com árvores para poder subir, se divertir e se exercitar.
   Em função deste novo cenário, tem crescido o índice de obesidade infantil, ansiedade e de crianças que acabam ficando presas em espaços cada vez menores

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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

07:35:00

Saiba mais sobre o Ballet Fitness



Apesar de prometer definição muscular, engana-se quem pensa que as aulas de Ballet Fitness utilizam caneleiras e halteres… A proposta é usar exatamente o peso do corpo para definir, melhorar a força, a flexibilidade e o equilíbrio.

Ballet Fitness é uma modalidade que possui elementos e exercícios do Ballet Clássico e exercícios de condicionamento físico e ganho de massa muscular – comuns em academias de treino funcional. Este modelo de aula existe há bastante tempo, mas não possuía uma metodologia, sendo que cada professor realizava as aulas da sua própria maneira. Há alguns anos, a modalidade explodiu por conta das blogueiras fitness que começaram a praticar

Ballet Fitness x Ballet Tradicional


A diferença principal entre as duas modalidades, de acordo com Flora, é o uso de exercícios ditos de “academia” no Ballet Fitness, como agachamentos, abdominais etc.
 
Uma das características principais do Ballet Fitness é o número de repetições de cada exercício, e o tempo de isometria (técnica que prevê manter o corpo em uma posição fixa por um determinado tempo)
Por que o Ballet Fitness tem feito tanto sucesso, tornando-se, inclusive, a atividade preferida de várias famosas?! A resposta está na série de benefícios que oferece:
  1. Alto gasto calórico, podendo ajudar e muito quem deseja emagrecer ou manter o peso;
  2. Fortalecimento muscular;
  3. Trabalho com o corpo todo (assim como o Ballet Clássico);
  4. Melhora na postura;
  5. Melhora na respiração;
  6. Definição do corpo;
  7. Melhora do equilíbrio;
  8. Interação (já que as aulas são feitas em grupo);
  9. Ajuda na flexibilidade (com os alongamentos).
Além disso, é uma modalidade diferente, que mistura diversos tipos de exercícios e, assim, uma ótima oportunidade para quem não gosta muito de musculação e está disposta a conhecer aulas mais dinâmicas.

A técnica do ballet fitness mistura exercícios do Ballet clássico, como a barra, com exercícios específicos de fitness, como flexões. O grande foco é o aumento no número de repetições dos passos e no tempo de isometria e sustentação muscular nos exercícios. Também nunca faço uma aula igual a outra e mudo sempre os exercícios para não desestimular o aluno.

Publicada em 14/01/14 e revisado em 04/11/19

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

08:10:00

4 exercícios que não podem falta no treino Tabata




O segredo do HIIT está na intensidade: quando se fala de intensidade máxima entenda que é "carga" total. Dê o máximo que você consegue. Mas, lembre-se de consultar um médico e checar seu nível de condicionamento físico antes de aderir ao treino, para evitar problemas e desgaste físico.

Os exercícios podem ser alterados de acordo com a sua experiência e preferência. A indicação é usar o método Tabata pelo menos quatro vezes na semana, com os devidos cuidados quanto à alimentação. Como é feito esse método Tabata? Depois de um prévio aquecimento, você precisa fazer oito sessões, cada uma é composta por 20 segundos de intensidade máxima (escolha qualquer exercício como ciclismo, corrida ou os funcionais) e de mais 10 segundos de descanso ativo. Neste descanso ativo você não deve parar, mas apenas diminuir a intensidade.

A seguir, mostramos alguns exercícios do método que você pode fazer:

Agachamento

Afaste os pés à largura a bacia, com a ponta em posição de (relógio) cinco para a uma. Agache-se até fazer um ângulo de 90 graus entre a coxa e os gémeos e suba, expirando, até fazer extensão total dos joelhos. Você pode usar um halteres nas mãos, mas com peso leve.

Prancha isométrica

Coloque-se em posição de prancha, apoiando os cotovelos e antebraços no chão. Mantenha a coluna alinhada. Suba e desça, mantendo a posição inicial. Se for muito difícil, alivie apoiando os joelhos no chão.

Jump

Com as pernas afastadas à largura do quadril, salte como se fosse subir para cima de uma caixa. Leve os joelhos até ao peito todas as vezes que saltar. Aterrisse com a ponta dos pés e repita o salto de imediato, tentando manter o ritmo, velocidade e cadência.

Polichinelos

Fique em pé, com as pernas unidas e os braços estendidos ao lado do corpo. Dê um salto, afaste as pernas e levante os braços lateralmente, unindo as mãos acima da cabeça. Volte.

DICAS BOAS!

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

09:38:00

O padre Fitness: a paixão pelo crossfit


Padre fitness e sua paixão pelo crossfit - Créditos: Reprodução/Instagram  

Oskar Arngarden é um padre sueco que está dando o que falar nas redes sociais. Em sua conta de Instagram, o sacerdote mostra tanto sua rotina com as funções religiosas como sua paixão por exercícios, em especial, o Crossfit.

Com tatuagens escondidas pelo corpo, Oskar já tem milhares de seguidores. "Comecei esta conta para falar sobre o que é realmente importante na minha vida; Deus! E também, espero que talvez inspire um estilo de vida saudável", revelou ele em um dos posts.

Por lá, fotos de academia são intercaladas com frases bíblicas e seu devotamento religioso. Mas a pergunta que não quer calar: como ele consegue conciliar a vida de padre com a vida fitness? É permitido fazer os dois?

Exercício e religião combinam?

De acordo com Oskar, em nenhum momento, ele chegou a cogitar que as suas crenças religiosas poderiam conflitar com a prática de atividade física.

"Nós, humanos, somos um todo. Estamos entrelaçados por corpo, alma e espírito, e se uma parte se sente mal, ela se espalha sobre as outras. Portanto, me envolver em atividade física não significa que as outras partes de mim como pessoa e crente possam ser deixadas de lado", revela.

Para o padre, os exercícios precisam ser vistos como algo muito importante e há a necessidade de quebrar essa imagem de que se exercitar não é tão agradável.

"Fazemos um grande desserviço se acreditamos que a atividade física está errada (a menos que exagere, é claro (...). Por isso, não negligencie seu corpo, mas cuide dele. Pois o corpo é uma criação de Deus que recebemos como presente. Onde honramos e agradecemos a Ele com todo o nosso povo, e não apenas com partes individuais. Então exercite-se e faça-o com alegria!", completou.

Além disso, ele também deixou claro que não há problema nenhum em ser sacerdote e praticar exercício. "Os padres também estão praticando e não há nada de estranho nisso. Também queremos nos sentir bem!".

Como o padre se exercita

O treino de Oskar inclui tanto membros superiores como inferiores. Ele trabalha bastante os ombros e também pratica corrida na esteira. Os treinos são intensos, com duração de 10 minutos por série, mas sempre intercalando com descansos de 2 e 3 minutos.

Além disso, suas séries incluem saltos de caixa, agachamentos, abdominais, levantamentos de peso, exercícios com burpee, entre outros.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

09:51:00

Aplicativos da área Fitness x Motivação




Às vezes é difícil reunir forças para fazer exercício, ou ainda ter criatividade para pensar em treinos novos.

Primeiro, eram capazes de medir o que fazíamos, agora nos dizem o que temos que fazer. Este ano, relógios e pulseiras que medem passos, o pulso, as calorias queimadas e outros dados foram as novidades da tecnologia usável.

Pulseiras e relógios inteligentes acompanham cada dia mais os amantes da tecnologia. Alguns chegaram a pendurar nas coleiras dos cães medalhões que informam quando os bichinhos estão dormindo demais ou correndo pouco. Dados coletados por sensores nesses aparelhos são transmitidos para tablets e celulares, cujos aplicativos analisam as atividades de humanos e animais de estimação em função do que deveria ser uma vida saudável.

Se você quer manter um estilo de vida saudável, mas tem dificuldade em seguir uma dieta ou ir à academia, o seu smartphone pode ajudar. Seja para perder alguns quilos, praticar exercícios ou melhorar o condicionamento físico, há disponível na App Store e na Play Store diversas opções de aplicativos fitness que vão dar fim às desculpas do sedentarismo.
 
Compartilhar os resultados nas redes sociais aumenta o comprometimento e a determinação, e estar com o celular à mão facilita na hora de fazer anotações sobre o que se come ou os exercícios que se faz.
Segundo estudo da Universidade NorthShore, publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, participantes que utilizaram aplicativos emagreceram quase 4 quilos a mais em comparação aos outros. Nada mal, não é?
 
09:13:00

Benefícios do Boxe nas academias para mulheres

Boxe emagrece? Tire essas e outras dúvidas

O boxe é um esporte que pode ser praticado tanto em dupla quanto individualmente, você e o saco de pancadas. É um dos exercícios mais completos atualmente, pois é tanto aeróbico, quanto um exercício de força, além de trabalhar quase todos os músculos do corpo. Então, além de melhorar a nossa resistência muscular, ele faz com que a nossa condição aeróbica melhore e muito.

Uma aula de cerca de 1h, em média intensidade, queima de 600 a 800 calorias , explica Junior, professor de boxe da Godoi e praticante há 12 anos. (conheça os 10 exercícios que mais queimam calorias) Além disso, o boxe me deixa forte sem ganhar muito volume de massa, o que significa que a mulher não vai ficar com o ombro, costas ou braços super desenvolvidos. Já para quem tem medo de sair machucada e com marcas no rosto, não há por que se preocupar: É a aluna quem decide se vai fazer luvas, ou seja, treinar no ringue com uma companheira, ou não. Se não quiser, o treino é o mesmo, não perde nada em intensidade, mas não vai enfrentar ninguém nem correr o risco de se machucar .

Normalmente, tudo começa com um aquecimento, que pode ser na esteira ou pulando corda. Depois vêm os treinos de sombra e esquiva, onde se aprendem e corrigem os golpes feitos de frente ao espelho ou com um colega. Depois vem o treino nos sacos, que trabalha mais ombros e braços. Quem quiser, pode testar suas habilidades na prática, mas sempre sob orientação do professor.

O boxe, como atividade física, sem contato, já dá muita diferença no corpo de uma mulher por não ser um esporte comum e fácil. Melhora a postura, reforça abdômen e a coluna lombar, desenvolve a musculatura das pernas, ombros e costas e principalmente a abdominal. (exercícios localizados para você fazer em casa) Isso sem falar no condicionamento físico e sistema cardiorrespiratório, já que boxeadores são conhecidos por ter mais gás entre atletas de outros esportes. O mais importante de tudo é que o boxe é um ótimo modo de aliviar o estresse do dia-a-dia, o treinamento pesado e a simulação de socos dão um alívio emocional e mental enormes, além melhorar a concentração e coordenação motora. (aulas com bola desenvolvem o equilíbrio)
Como escolher a melhor luva de boxe?

Procure uma luva acolchoada e que, quando pressionada com a mão fechada em posição de soco, você não sinta os ossos dos quatro dedos. Se encostar nos dedos, o acessório não é bom porque isso indica que ele não aguentará o impacto dos golpes e você acabará machucando a mão
Posso aliviar o estresse lutando boxe?

Pode e deve. Nada como, depois de um dia inteiro sob pressão, descontar tudo no saco de pancadas e sentir-se renovada. Tenho muitos alunos que chegaram por indicação de psicólogo ou psiquiatra para que a luta funcione como uma forma de aliviar o estresse.

Por que Boxe emagrece?

Ele emagrece até 1200kcal em uma hora de exercício, devido a tantos chutes, socos e o aquecimento. Eu tenho uma prima que saiu da obesidade e ficou magérrima somente fazendo Boxe, então acreditem, funciona mesmo porque eu vi de perto e posso comprovar hahahaha. Além de emagrecer, ele é um grande aliado para queima de gordura localizada, pois elimina a gordura e ajuda no ganho de massa muscular.

Pequeno glossário do boxe

Jab: golpe com a mão da frente (tanto faz se a direita ou esquerda)

Direto: golpe com a mão que vem de trás

Cruzado: golpe onde se bate na parte lateral da cabeça

Upper cut: golpe que atinge o queixo do adversário de baixo para cima

Swing: golpe onde a mão vem de trás, sobe e desce para atingir o adversário

Sombra: treino no espelho ou em dupla só que sem o contato físico

Sparring ou Fazer Luvas: treinar com um colega no ringue

segunda-feira, 29 de julho de 2019

10:14:00

Cordas Navais no Treinamento Funcional




As cordas navais são grossas cerca de 5 centímetros de espessura e de 9 a 15 metros de comprimento, resistentes e pesadas, estão tornando-se cada vez mais comum nas academias, muito usada para exercícios funcionais, promete um alto índice de gasto calórico por meio de exercícios dinâmicos.

Trabalha principalmente os músculos superiores e o equilíbrio, são vários movimentos que podemos fazer com elas como: diagonais, altos, baixos, verticais, horizontais, agachamentos e ondulatórios.

Os benefícios são:

  • Agilidade;
  • Coordenação motora;
  • Equilíbrio corporal;
  • Melhora da capacidade cardiorrespiratória;
  • Alto gasto calórico;
  • Fortalece os músculos.

Exercício com corda:

Ondulação horizontal da corda naval

  • Em posição de agachamento, com os pés afastados na base do quadril e tronco, com os joelhos levemente flexionados e a coluna ereta, segure as extremidades da corda com ambas às mãos;
  • Faça movimentos de ondulação horizontal da corda. É preciso manter a posição corporal, o agachamento isométrico e a postura do tronco. Inicie o exercício ondulando a corda, no eixo horizontal, paralelo ao solo, com movimentos de balanço para fora e para dentro. A corda deve tocar o solo.
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Essa Metodologia, que o Curso de Treinamento Funcional Online traz, é consolidada, criada a partir da parceria entre o professor Keyner Luiz – Referência Nacional em Treinamento Funcional, com 14 anos de experiência – e a escola VOLL, maior empresa de Pilates e Metodologia do Movimento na América do Sul.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

17:52:00

Treinamento de Hipertrofia - Curso com Dr. Paulo Gentil


Curso cujo objetivo é apresentar uma abordagem cientificamente embasada para prescrição de treinamentos com o objetivo de aumentar a massa muscular em alunos avançados, com o foco em estudantes e professores com conhecimentos e vivência na área.

No curso, é realizada uma análise crítica de práticas comuns, e apresentação das evidências científicas que embasam as novas recomendações, com ajuste dos métodos comumente usados para que se tornem mais eficientes e apresentação de novos métodos.

O curso intercala exposição teórica dos métodos constantes no livre "Bases científicas do treinamento de hipertrofia" com demonstração prática seguida da divisão dos alunos em pequenos grupos para vivência orientada pelo professor, dando-os oportunidade de executar e ensinar os métodos.

Indispensável aos Prof. de Educação Física que desejam se atualizar com as práticas de treinamento em hipertrofia.




Conteúdo:
* Estímulos metabólicos e tensionais
* Revisão sobre controle de variáveis, com enfoque em divisão de grupamentos musculares, relação entre estímulo e recuperação e volume de treinos.
* Teoria e prática dos métodos (pirâmides, seis-vinte, oclusão vascular, pico de contração, repetições parciais pós-fadiga, set 21, pausa-descanso, drop-set, super-set, potenciação pós-tetânica, super-lento, repetições forçadas, repetições roubadas, fadiga excêntrica, pré-exaustão, bi-set, série holística..)

E MAIS...

Vamos dar de bônus um curso exclusivo sobre Eficiência e Segurança nos Exercícios em Membros Inferiores, além de aulas do Prof. Paulo Gentil em Simpósios internacionais de Treinamento de Força.

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11:44:00

50 Artes Prontas para CrossFit e Cross Training




Esse produto é destinado para donos de Box de CrossFit e Cross Training, aqueles Profissionais que vivem em uma vida corrida e não tem tempo para criar as artes para as suas redes sociais.

Pensando nisso, a Empresa Corel Easy criou 50 artes prontas para serem postadas nas redes sociais, artes voltadas para Box de CrossFit e Cross Training.

Com essas artes eles poderão economizar dinheiro, pois, se fossem contratar um designer profissional para fazer essas 50 artes ele não cobraria menos de 20 reais por cada uma, somando um total de 1000 reais.

E também poderão economizar tempo (algo muito precioso hoje em dia) pois as artes já estão prontas, dessa forma vão conseguir focar mais no seu negócio e ter mais produtividade, dando mais atenção para os alunos.

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

10:23:00

10 exercícios do Pilates para Escoliose


A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral que se apresenta com um desvio lateral, podendo ser em forma de "C" ou de "S" e se manifesta com sintomas ainda na infância, adolescência ou somente na fase adulta. Classifica-se a Escoliose como estrutural e não-estrutural. A primeira pode ser idiopática (sem causa aparente), neuromuscular e osteopática. A não-estrutural pode ser causada por espasmo ou dor muscular da coluna vertebral por compressão de raiz nervosa ou outra lesão na coluna, pela assimetria de membros inferiores, e, ainda, por maus hábitos posturais.

O alongamento muscular pode gerar um efeito analgésico importante nas escolioses álgicas do adulto. Podemos chamar essa escoliose de atitude escoliótica porque podem estar relacionados a um desequilíbrio do corpo e padrões de movimento "preferidos". Um grupo muscular "fraco" ou desalinhado pode resultar numa compensação ou desenvolvimento de outra área.

O Pilates é uma técnica que vem crescendo bastante. Joseph Humbertus Pilates criou uma série de exercícios baseados nos movimentos progressivos que o corpo é capaz de executar. Essa técnica visa o trabalho de alongamento, força, flexibilidade e preocupa-se em manter as curvaturas fisiológicas do corpo. Mantém o abdome como centro de força (o powerhouse) que é trabalhado em todos os exercícios, realizando poucas repetições. Os aparelhos utilizam um mecanismo de molas para resistência ou auxílio do movimento, dependendo do grau de dificuldade de cada paciente, o que leva a evolução deste visando alcançar a posição de máxima eficiência e esforço para um determinado exercício.

Entre as vantagens do método Pilates estão: estimular a circulação, melhorar o condicionamento físico, a flexibilidade, a amplitude muscular e o alinhamento postural. Pode melhorar os níveis de consciência corporal e a coordenação motora. Tais benefícios ajudariam a prevenir lesões e proporcionar um alívio de dores crônicas. A técnica Pilates apresenta muitas variações de exercícios e pode ser realizada por pessoas que buscam alguma atividade física ou por indivíduos que apresentam alguma patologia ou cirurgia músculo-esquelética onde a reabilitação é necessária, e também por esportistas que visam melhorar sua performance.

Confira agora 10 exercícios de Pilates que podem ser utilizados no tratamento desta patologia

1- Respiração direcionada no Mermaid

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Sentado com membros inferiores em flexão e rotação externa dos quadris, coluna neutra, incline o tronco para o lado da curvatura escoliótica, apoie a mão ipsilateral na nuca e a outra mão nas últimas costelas do lado côncavo.

Feito isso, realize a respiração e progrida com o aumento do tempo respiratório.

Permaneça com o crescimento axial durante os ciclos respiratórios e progrida com a resistência à medida que a capacidade respiratória aumentar.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo direcionar a expansão torácica para o lado côncavo da curvatura escoliótica.

2- Roll up com tonning ball

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Deitado de barriga para cima com membros inferiores estendidos, membros superiores em flexão de ombros a 180° (sem elevar as costelas) e uma tonning ball nas mãos.

Realize a flexão de tronco e de ombros simultaneamente, elevando um membro inferior, flexionando o quadril, uma mão segurando a tonning ball, realizando a abdução de ombro com rotação de tronco.

A mão oposta segura a perna que eleva, mantendo o crescimento axial. Feito isso, alterne os lados.

Caso você não consiga elevar o tronco a partir dos membros inferiores em extensão, pode apoiar 1 membro inferior no solo. Além disso, este exercício também pode ser realizado sem o acessório.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo mobilizar a coluna em flexão e rotação, fortalecer os músculos abdominais e o manguito rotador e melhorar a coordenação motora.

3- Swan na chair

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Deitado de barriga para baixo no solo com membro inferior em extensão, coloque as mãos no pedal e realize a hiperextensão do tronco à medida que o pedal está descendo.

Ao realizar este movimento, tenha cuidado para não perder a estabilidade escapular, diminuir a contração do power house ou sentir dor nos paravertebrais.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer os músculos paravertebrais, glúteo máximo, isquiotibiais e tríceps sural.

4- Abs obliques

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Sentado de costas no assento da Chair com joelhos em extensão, apoie uma mão no pedal e outro membro superior em flexão de ombro a 90°.

Realize a descida do pedal estendendo e rodando o tronco para o lado do membro superior que está apoiado no pedal. Além disso, a cervical deve acompanhar o movimento.

Para facilitar o exercício, coloque a caixa de extensão da Chair ou bola suíça para apoiar os membros inferiores.

Este exercício e Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer os músculos abdominais com ênfase nos oblíquos internos e externos, fortalecer os quadríceps em isometria e alongar peitorais.

5- Sit up

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Sentado sobre os ísquios no Barrel os pés no espadar, membros inferiores flexionados a aproximadamente 90° de joelhos e quadril, ombros flexionados a 90° e cotovelos estendidos.

Realize o enrolamento da coluna em flexão simultaneamente com a abdução horizontal dos ombros com a faixa elástica e retorne à posição inicial.

Certifique-se de que está realizando o enrolamento da coluna lombossacra, permitindo a mobilidade da maneira correta.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo aumentar a mobilidade da coluna e fortalecer os músculos abdominais e manguito rotador.

6- Back Extension

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Deitado de barriga para baixo com abdome apoiado no Barrel, pés no espaldar e mãos na nuca, realize a extensão com rotação de tronco associada com a abdução horizontal de ombro.

A cervical deve acompanhar o movimento. Feito isso, alterne os lados.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer os músculos paravertebrais e glúteos, mobilizar a coluna cervical e torácica em extensão e rotação.

7- Abs obliques

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Deitado lateralmente, com um membro superior no centro da barra, o outro membro superior à frente do tronco e membros inferiores nas barras verticais, incline o tronco em direção à barra móvel.

Quanto maior a resistência das molas, mais fácil será para executar o movimento. O membro inferior acima deverá estar na barra da frente e o membro inferior abaixo deverá estar na barra de trás para evitar a rotação da pelve.

Para aumentar a complexidade, pode colocar o membro superior abaixo com abdução de ombro a 180°.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer o abdome com ênfase nos músculos oblíquos externos e internos.

8- Abdominal no Cadillac

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Deitado de barriga para cima com antepé na barra fixa (ou barra torre), mãos na nuca, cotovelos e ombros em rotação externa, simultaneamente estenda os membros inferiores e flexione o tronco.

Outra forma de realizar este movimento é permanecendo com o tronco flexionado e estender os membros inferiores.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer os músculos reto do abdome, oblíquos internos e externos, transverso do abdome e quadríceps.

9- Side plank

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Coloque a prancha extensora no Reformer e apoie o cotovelo, cada membro inferior apoiado na ombreira, o membro inferior acima, na ombreira da frente.

Eleve a pelve e realize flexo-extensão de quadris e joelhos sem perder a estabilidade de tronco e pelve.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer os oblíquos e aumentar a estabilidade de ombros.

10- Side Bridge

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Deitada de barriga para cima, com um pé apoiado na barra de pés e ou outro pé abaixo, eleve a pelve simultaneamente com a rotação de tronco e quadril. Progressão: realizar a flexo-extensão de joelhos.

O joelho da perna que está apoiada, deve permanecer parado, apontado para o teto.

Este exercício de Pilates para escoliose tem por objetivo fortalecer a cadeia posterior, com ênfase em glúteos, isquiotibiais e tríceps sural, fortalecer oblíquos internos e externos e mobilizar a coluna em torção.

Conclusão

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A escoliose é uma patologia que acomete o corpo do ser humano podendo causar muita dor.

Por isso, quando uma pessoa possui escoliose é importante que ela faça um tratamento especializado na causa para que este problema possa ser melhorado.

O Pilates é um Método que atua em diversas patologias reabilitando e melhorando o quadro clínico.

Desta forma, o Pilates na escoliose é uma ótima forma de tratar este problema ajudando o cliente nas sua AVD's.

Curso sobre Pilates na Escoliose

Os benefícios da prática do Pilates ao paciente com escoliose são variados, mas o conhecimento prévio de algumas características da patologia é indispensável. Nesse curso sobre Pilates na Escoliose, você vai aprender o que é, como avaliar e como tratar um paciente com escoliose através do método Pilates. Clique aqui e saiba mais!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

10:36:00

Como achar um bom treinador de Crossfit




Escolher um bom coach é essencial para seu treinamento de crossfit. Afinal de contas, ele será o responsável por sua aprendizagem e periodização de treino, cuidando da sua saúde no esporte o tempo todo.

Mas primeiro vamos entender um pouco sobre essa modalidade. O CrossFit é uma marca registrada e apenas academias afiliadas, conhecidas por "box", podem oferecer essa modalidade. Esse programa de treinamento inclui: exercícios abdominais, agachamentos, flexões, corrida, saltos, levantamento de pesos, etc.

Sempre em alta intensidade e em constantes variações entre 10 aptidões físicas:

  1. Capacidade cardiorrespiratória
  2. Força
  3. Stamina
  4. Flexibilidade
  5. Velocidade
  6. Potência
  7. Coordenação
  8. Agilidade
  9. Equilíbrio
  10. Precisão

A primeira coisa que você deve verificar é se ele(a) tem formação em um curso de educação física. Também deve possuir o CREF validado (documento emitido pelo Conselho Regional de Educação Física do registro profissional). Exercer a função de coach (treinador) sem este registro é ilegal. Casos assim, quando flagrados por agentes de fiscalização do CREF, são encaminhados à polícia e se enquadram na lei de contravenção (o assunto é sério e já gerou muita polêmica recentemente).

No entanto, apenas uma formação acadêmica não é suficiente, já que muitos dos cursos de educação física não abordam o crossfit em sua grade. O profissional precisa ter no mínimo o curso da CrossFit Inc. Level 1, com alguns anos de experiência treinando e ensinando a modalidade.

Hoje, a empresa CrossFit oferece cursos até o Level 4, nível exigido pela CrossFit Inc. para o reconhecimento como coach. Quem possui até o nível 3 é classificado como trainer pela empresa americana.

Ainda existe um detalhe importante sobre a nomenclatura dos boxes. O nome CrossFit é uma marca registrada no mundo todo e não pode ser usada gratuitamente por qualquer ginásio. Boxes afiliados pagam pelo uso do nome CrossFit; todos os outros devem usar nomenclaturas similares, como cross training, MMT (modalidades mistas de treinamento) e treino funcional. Usar o nome Cross Fit (com espaço) também é ilegal pela lei da similaridade.

Portanto, converse com o profissional que está lhe oferecendo o treinamento e pergunte sobre sua experiência na modalidade. Geralmente, o profissional certificado exibe o diploma da CrossFit na parede do box. Além disso, o site https://map.crossfit.com/ mostra os afiliados (você pode procurar por cidade).

Diante do valor de US$ 3 mil por ano para renovar a afiliação, alguns boxes optaram por se tornar um centro de treinamento de MMT e perderam o direito de usar o nome CrossFit. Porém, isso não significa que o local e seus profissionais perderam necessariamente qualidade.

A OPÇÂO: CROSS TRAINNING

O cross training é uma atividade cada vez mais difundida e apreciada em academias de fitness. Ele permite que aqueles que desejam aumentar rapidamente a sua condição física geral através de diferentes exercícios realizados em um tempo determinado. Os atletas o usam especialmente para continuar a reduzir seus pontos fracos e se prepararem para suportar as fases mais intensas do treinamento.

DICA PARA PROFISSIONAIS

Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo) - Este conteúdo foi elaborado como auxílio para acadêmicos e professores de Educação Física que pretendem trabalhar com seus alunos e clientes, podendo ser individualmente ou na parte coletiva , com atividades físicas voltadas para a promoção de bem estar, saúde, emagrecimento e ganho de massa muscular. Saiba mais clicando aqui!


Com ajuda daqui

segunda-feira, 20 de maio de 2019

11:37:00

Emagreça mais rápido com o Hiit




HIIT é mais agradável e gera melhores resultados favoráveis à perda de medida do que atividades de média ou baixa intensidade.

Estes exercícios incluem atividades de resistência e cardio, envolvendo esforço físico exaustivo em um curto período de tempo seguido de uma curta recuperação.

A principal ênfase de HIIT deve incluir uma rotina de 60 segundos, e, em seguida, descanso de 1-2 minutos, dependendo do nível de exercício.

Ao se acostumar com HIIT você pode reduzir o trabalho para descansar: proporção de 3:1, 2:1, e, eventualmente, até 1:1 (1 minuto de atividade e 1 minuto de descanso).

Durante o treino intervalado de alta intensidade o coração bombeia a 85 por cento da taxa máxima. Isto em uma simples escala de 1-10 seria entre 8-9 no esforço para respirar.

Estudos indicam menos de 27 minutos de HIIT, 3 vezes por semana, como eficazes em produzir o mesmo que treinamentos anaeróbico e aeróbico de 60 minutos no estado estacionário 5 vezes por semana.


O HIIT não se trata exatamente de uma seleção de uma série de exercícios a serem feitos em uma sessão. Ele está mais relacionado à intensidade na qual essas atividades físicas serão feitas e na sua aplicação. A técnica parte da premissa de que fazer pequenas séries explosivas e intensas de determinada atividade oferece maiores benefícios do que passar mais tempo fazendo a mesma série em um ritmo mais lento.

E isso pode se aplicar a diversas modalidades como natação, boxe, remo, pular corda e principalmente corrida do tipo sprint. Isso porque a maioria das pesquisas feitas sobre as vantagens do treino intervalado de alta intensidade (HIIT) utilizaram a corrida sprint como objeto de estudo. Logo, esse tipo de exercício é uma aposta mais segura em relação aos benefícios desse treinamento.

Para obter os benefícios do HIIT é preciso saber quanto tempo devem durar as séries e cada um de seus intervalos. Para termos uma noção, uma pesquisa realizada na Austrália mostrou que um grupo de mulheres que realizou um treino de 20 minutos de HIIT, com sprints de oito segundos, seguidas de intervalos de descanso de 12 segundos eliminaram seis vezes mais gordura corporal do que outro grupo que seguiu uma série de 40 minutos de exercícios aeróbicos executados em uma intensidade constante referente a 60% de sua máxima frequência cardíaca.

Outro estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, revelou que pessoas que fizeram de quatro a seis sprints de 30 segundos, com períodos de descanso de quatro minutos, eliminaram o dobro de gordura corporal do que aqueles que tinham se exercitado em um ritmo constante.

Os resultados desses dois trabalhos científicos nos mostram que quanto menor for o período de descanso, maior será o benefício em relação à queima de gordura.

Por outro lado, não devemos deixar de levar em consideração o fato de que com toda a sua intensidade, o HIIT exige bastante do corpo. Para evitar o overtraining – que é quando o praticante treina além do limite do seu corpo e que traz fadiga, perda de força e resistência, dor muscular constante e queda da resistência imunológica, entre outros problemas – e danos ao sistema nervoso central, a recomendação do treinador Grannell é que a carga na qual os exercícios são executados mude frequentemente.

O sprint demanda muito do cérebro e do corpo, então o descanso adequado é importante para maximizar a performance e os resultados. Quanto maior for o período em que você faz o sprint, maior será a quantidade de tempo que você precisará descansar.

De maneira geral, a recomendação para estimular a perda de gordura é que os sprints durem de oito a 30 segundos em sessões com 20 minutos de duração. Você deve respeitar o período de descanso adequado para o seu corpo, mas também não pode esquecer que o seu treinamento não pode deixar de ser intenso. Já a frequência indicada é de duas a três vezes por semana, para ajudar a melhorar a forma física e colaborar com a saúde do coração.

O ideal para definir o melhor tempo de realização dos exercícios e dos intervalos de descanso para perder peso é contar com a ajuda de um profissional de educação física, que te orientará em relação ao que trará os benefícios que você deseja, sem acarretar nenhum problema de saúde.

O volume do treino intervalado de alta intensidade (HIIT)

É praticamente impossível manter o ritmo de um sprint por muito tempo, mas a boa notícia é que são justamente os intervalos propostos pelo HIIT que permitem o descanso e recuperação e oferecem ao praticante a possibilidade de fazer várias corridas intensas em um mesmo treino.

O sprint causa um efeito tão potente aos hormônios do corpo que não é necessário correr por um período muito longo para promover a eliminação de gordura.

A qualidade dos sprints é muito mais importante. O HIIT requer bastante foco e muita energia. Então, se você consegue malhar por um período extenso de tempo – muito maior que 20 minutos – talvez você não esteja fazendo direito.

O HIIT é apenas o método de treino. O uso de corrida ao ar livre, esteira, bicicleta ou qualquer outro implemento constitui o que é chamado de meio de treino. Ou seja, a pessoa pode fazer HIIT com corda naval, kettlebells e até com exercícios usando o próprio peso do corpo.

Dá para fazer treino hiit nadando, agachando, pulando corda, correndo, flexionando, em treinos de peitoral, ombros e bíceps, etc. Enfim, o que define a alta intensidade não é o conceito, mas sim a prática dentro do esporte que você já domina.

Quer potencializar o seu conhecimento sobre Hiit e Emagrecimento? Conheça o Workkshop  "Emagrecimento e Estética Feminina: Aplicações do HIIT". Tem como objeitvo Capacitar os Profissional de Educação Física a Prescrever Treinamento HIIT para mulheres com o objetivo de emagrecimento.Clique aqui!
 
09:55:00

Avaliação Física na Academia



A realização da avaliação física dentro das academias é de vital importância para o resultado do aluno, porque é através dela que podemos quantificar o real estado do condicionamento físico do indivíduo

Os testes são divididos em antropométricos, que medem a composição corporal, e, ergométricos, que medem a aptidão cardiorrespiratória, ou seja, a sua capacidade de realizar exercício de intensidade moderada a alta, com grande grupo muscular, por períodos diversos. A realização de tal exercício depende do estado funcional dos sistemasrespiratório, cardiovascular e músculoesquelético. Com a avaliação física, você fica sabendo a sua real possibilidade de praticar qualquer modalidade, de que forma você deve fazer isso e o quanto você pode progredir com segurança.

Para iniciar um teste, é indicado que se faça inicialmente uma boa anamnese (entrevista), que nada mais é que um questionário para verificar seus hábitos gerais, prática de atividade física pregressa e atual, hábitos alimentares, existência de doenças hereditárias, cirurgias realizadas ou lesões que tenham deixado ou não sequelas.

Tipos de avaliação física

Em uma avaliação física completa podemos utilizar diversos testes, por exemplo: a bioimpedância para uma avaliação rápida do percentual de gordura por meio da passagem de uma corrente eletromagnética pelo corpo do avaliado (que ficará com 2 a 4 eletrodos – pontos de contato com a pele) para que a corrente percorra toda a extensão corporal. Com este teste é possível identificar o nível de água existente no organismo e quantificar o percentual de gordura geral e segmentar (braços, pernas e tronco).

Para o mesmo objetivo – composição corporal - podemos ainda citar a avaliação por dobras cutâneas, que é um método tradicional e muito eficaz que nos permite identificar o percentual de gordura, a massa magra (isenta de gordura). É executada quantificando várias medidas por meio de um compasso (adipômetro) e transferindo as medidas para fórmulas já estabelecidas (protocolos diferentes para cada tipo de pessoa ou grupo), estas já consideradas como padrão comprovadas por meio de vários estudos científicos.

Temos ainda os testes neuromusculares que visam identificar a resistência de grupos musculares, os níveis de força, o equilíbrio de força entre laterais, ou seja, lado direito e lado esquerdo do corpo, a potência produzida, a recuperação e a flexibilidade ou o arco de movimento (ADM) executado em movimentos diversos. Esses testes são fundamentais para a prevenção de lesões.

Com o avanço tecnológico, os grandes aliados dos treinamentos são os aplicativos, usados nos celulares ou tablets, que possibilitam monitorar (acompanhar remotamente) as prescrições realizadas a partir das avaliações. Os aplicativos aprimoram a capacidade de correções ou intervenções, antecipando ações ou reestruturando o programa de treinamentos de forma mais rápida, como por exemplo, os famosos frequencímetros e GPS que são extremamente usados por corredores.

Em suma, as avaliações físicas podem nos classificar ou ranquear, utilizando um vocabulário mais esportivo, por conta de quantificar todas as capacidades biomotoras (Força, Flexibilidade, Resistência, Potência etc.). É importante salientar que apesar de ser extremamente importante individualizar as avaliações e prescrições, podemos nos valer do enorme banco de dados (tabelas criadas a partir de muitos dados de pessoas avaliadas no mundo inteiro) para saber se a partir de uma avaliação física completa, está abaixo da média, na média ou acima da média quando comparado com estas tabelas já validadas pela ciência do esporte.


Pelo mundo afora muitos estudos acontecem, deforma ininterrupta, visando ter como base as prescrições pela ciência, além de alimentar o banco de dados. Esses estudos são executados por diversos integrantes da comunidade cientifica do esporte, como profissionais de educação física, médicos do esporte, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros.

Por meio da avaliação física o profissional terá parâmetros para identificar a melhor exercício físico para o seu aluno, assim como, a intensidade e frequência desse exercício. Diagnosticar as atividades que não deverão ser executadas por possíveis patologias (desvios posturais, lesões e reabilitações), alinhar os objetivos do aluno com a sua real necessidade. Costumo dizer que nem sempre o que o aluno quer é o que ele precisa! Estabelecer foco, determinar datas e resultados fazem parte de uma rotina de treinamento organizada e que com certeza atenderá as expectativas desse aluno.

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